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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

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Redação - 06/01/2017

Cai preço da cesta básica

Apenas em Rio Branco e Macapá o custo dos alimentos ficou mais alto em novembro que no mês anterior, mostra pesquisa do Dieese.

Em novembro, o custo da cesta básica de alimentos recuou em relação ao encontrado em outubro. Caiu em 25 capitais brasileiras. Apenas em Rio Branco (AC) e Macapá (AP), comprar alimentos ficou mais caro na passagem de um mês para o outro. Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos), houve queda no preço do leite integral, feijão, tomate e batata.



O preço do quilo do feijão carioquinha, o mais vendido, chegou a cair 25% em Belém. Segundo a pesquisa, o preço recuou basicamente porque muitos consumidores deixaram de comprar. “No entanto, houve diminuição da área plantada de feijão em 2016, de forma que não há previsão de quedas muito maiores nos preços, uma vez que a oferta deve ser limitada”, antecipa o estudo.

Já o custo do litro de leite ficou mais barato em novembro pela combinação de avanço de produção e queda de demanda. Com a oferta normalizada, recuou o preço do quilo de batata e tomate.

ALIMENTOS MAIS CAROS
Em movimento inverso, café em pó, açúcar e carne bovina de primeira tiveram aumento de valor na maior parte das cidades. A alta do pó de café no varejo deveu-se à menor oferta do grão nos mercados interno e externo e a perspectiva de redução da próxima safra. O quilo do açúcar subiu porque a queda da demanda foi compensada pelas usinas com mais exportação, mantendo os preços elevados. Ainda que o consumidor esteja comprando menos carne, o produto ficou mais caro em função da oferta restria de animais para abate, explica o relatório que acompanha a pesquisa do Dieese.

CAPITAIS MAIS CARAS E MAIS BARATAS
Em Porto Alegra (RS), a pesquisa identificou o valor mais alto cobrado pela cesta básica de alimentos: R$ 469,04, ainda que tenha diminuído 1,89% sobre outubro. Florianópolis vem em segundo com preço médio da cesta de R$ 466,25 e depois São Paulo (R$ 450,39).

O menor custo foi verificado em Recife que com queda de 5,10 em relação ao mês anterior chegou a R$ 353,08, em torno de cem reais a menos que em Porto Alegre. Natal e Salvador são outras duas capitais que em novembro a cesta básica de alimentos esteve mais barata ao custo de R$ 354,59 e R$ 358,77, respectivamente.

COMPOSIÇÃO DA CESTA
A cesta básica do Dieese é composta por arroz, feijão, farinha, batata, carne, tomate, óleo, pão, café, leite, açúcar, manteiga e banana.