Produção de vinho cai no Brasil e aumenta consumo

Produção de vinho cai no Brasil e aumenta consumo

Dados são da Organisation Internationale de la Vigne et du Vin (OIV) mostram que a produção brasileira de vinho alcançou 200 milhões de litros em 2019. Esse volume corresponde a queda de 34% na comparação com os 310 milhões de litros de 2018. Entretanto, o consumo interno aumentou 0,5% de um ano para o outro. Os brasileiros consumiram 330 milhões de litros de vinho no ano passado. A diferença entre produção e consumo é ocupada pelos importados.

Ainda de acordo com a OIV, a produção mundial atingiu 26 bilhões de litros de vinho em 2019, que também representa declínio. Caiu 11%. O consumo mundial ficou, contudo, estável em 24,4 bilhões. Pequena variação positiva de 0,1%, informam as estatísticas da entidade.

De maneira a estimular a demanda interna, as empresas brasileiras têm investido em novidades. Uma delas foi o lançamento da Lovin’ Wine, startup fundada em 2020 em meio a pandemia de covid-19. A empresa estreou vendendo vinho em lata pela internet. A produção é própria. O vinho é produzido na serra gaúcha e comercializado exclusivamente pelo ecommerce da marca.

“Existem muitas coisas complicadas na vida. Beber vinho não precisa ser mais uma delas. Propomos menos formalidades e protocolos, mas sem perder a qualidade. Com ou sem taça, com ou sem gelo, na praia, na piscina”, comenta Eduardo Glitz, um dos sócios da Lovin’ Wine, em comunicado à imprensa. Ele destaca, ainda, que nos Estados Unidos, o vinho em lata é vendido desde 2004. Mas que em 2018 ganhou impulso, tendo movimentado então US$60 milhões.

CAMPANHA DE DIVULGAÇÃO DO VINHO NACIONAL

Em outra iniciativa, a ABE (Associação Brasileira de Enologia) investiu em campanha para divulgar o vinho nacional. Por essa ação, um consumidor era escolhido para receber 72 garrafas de vinhos brasileiros, que serão enviadas à residência do vencedor ao longo de um ano. As primeiras seis unidades foram despachadas em agosto, com destino a Jundiaí, interior de São Paulo.

A primeira caixa contém rótulos de quatro regiões produtoras do Rio Grande do Sul (Vale dos Vinhedos, Campanha Meridional, Vinhos de Pinto Bandeira e Serra do Sudeste), além de São Roque, em São Paulo, e da Serra Catarinense. Em setembro, serão selecionados vinhos de outras regiões. Conforme a ABE, o Brasil conta com 26 regiões produtoras em dez estados.