Chocolate brasileiro recebe premiação mundial

Sabores locais conquistam o paladar e se destacam no exterior

Uma delicada lâmina de crocante de cupuaçu, fruto nativo da Amazônia, envolvida por chocolate amargo a 63%, feito com cacaus premiados cultivados na Bahia. Essa formulação garantiu ao fabricante catarinense de chocolates finos Nugali destaque mundial em 2017. O produto recebeu medalha de bronze na final do International Chocolate Award, importante competição mundial de chocolate de alta qualidade.

O ‘Cacau em Flor com Cupuaçu’ foi premiado na categoria Chocolates Amargos com Sabores, e concorreu com cerca de 1,3 mil produtos, de acordo com a empresa. Na etapa das Américas, ficou com a prata. É a segunda vez que o fabricante de Pomerode se destaca na competição. Em 2016, o ‘Serra do Conduru’, 80% cacau, também conquistou prata na etapa das Américas e ficou com o bronze na etapa mundial, na qual concorre com países que tradicionalmente se destacam quando o assunto é chocolate como Bélgica e Suíça.

Os chocolates da fábrica catarinense criada em 2004 têm formulações que recebem de 45% a 80% de cacau. O chocolate é produzido pela própria empresa utilizando cacaus gourmet, baunilha natural e pura manteiga de cacau. A premiação mundial ocorreu em outubro, em Londres, e para o diretor de produção da Nugali, Ivan Blumenschein, é resultado do trabalho sério de algumas empresas e cacauicultores ao longo dos últimos 15 anos, e que está permitindo mostrar que o Brasil pode sim produzir chocolates e cacaus de primeiríssima qualidade.

A Nugali utiliza outros produtos tipicamente locais como banana, castanha-do-pará e açaí. Suas formulações também incluem nozes, avelã, macadâmia, morango, pecãs. E a linha de produtos conta ainda com pastilhas para o preparo de chocolate quente e cappuccino.

OUTRA PREMIADA

Com 30 anos de mercado, a paulistana Chocolat du Jour também tem conquistado prêmios no exterior para a produção nacional. O investimento em sua Linha Bean to Bar, na qual controla todo o processo de produção, desde a escolha da amêndoa do cacau, rendeu no ano passado três medalhas de bronze pela Academy of Chocolate Awards.

Foram contempladas as versões 45% ao leite, 53% cacau e 70% cacau. E na categoria filled chocolates, a Choco Damia recebeu medalha de bronze, informou a empresa.

Ainda no ano passado, na etapa das Américas do The International Chocolate Awards, a Trufa de frutas da empresa recebeu medalha de bronze na categoria White Chocolate Ganaches or Truffles. Na mesma competição em 2016, as macadâmias levemente salgadas, caramelizadas e recobertas com chocolate ao leite da Choco Damia e a receita com amêndoas do Choco Amandes conquistaram os jurados.

Os dois produtos levaram a medalha de prata na categoria Milk Chocolate Dragées, enrobed whole nuts, na qual nenhuma empresa levou o ouro. O portfólio de produtos da empresa é extenso e inclui produtos kosher e orgânicos.

O Brasil também foi premiado pelo cacau. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) o cacau produzido em Ilhéus foi escolhido como a melhor amêndoa de cacau do mundo.

EXPORTAÇÃO

De janeiro a dezembro, o Brasil exportou US$ 91,41 milhões, de acordo com dados do sistema de estatísticas de importações e exportações brasileiras, vinculado ao ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Esse volume correspondeu a aumento de 5,46% sobre as operações de 2016.

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