Anvisa proíbe venda de lotes de alimentos

Análises mostraram irregularidades em algumas séries de produtos, como queijos, leite condensado, pimenta e azeite; confira abaixo aqueles com problemas

Fique atento na hora de escolher queijos, leite condensado, pimenta do reino e azeites. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a distribuição e comercialização de vários produtos nos últimos dias por irregularidades e determinou a retirada dos estoques existentes no mercado. Na lista de produtos com problemas estão:

.: Queijos da marca Friolack. De acordo com a Anvisa, os lotes estavam contaminados pela bactéria Listeria monocytogenes, capaz de provocar listeriose (doença de origem bacteriana, que provoca febre, dor no corpo, e sintomas parecidos com os de gripe; em casos mais severos, há risco de morte) e infecções no sistema nervoso central, entre outros problemas. Os lotes são: o 290 do queijo prato lanche – fatiado e interfolhado; o 303 do queijo muçarela fatiado; e o 312 do queijo coalho.

.: Leite condensado da marca Fazendeira. Foi vetado o lote 0681M1, que já havia passado por interdição preventiva de 90 dias e agora foi definitivamente proibido por não apresentar contraprova à interdição inicial. O laudo de análise emitido pelo Laboratório Central Noel Nutels, do Rio de Janeiro, constatou presença, em excesso, de Estafilococos Coagulase Positiva, bactéria que pode provocar vômitos, dor de barriga e mal-estar. A Baduy e Cia Ltda., empresa fabricante do leite condensado Fazendeira, não poderá mais comercializar e distribuir o produto, além de ter que recolher todo o estoque existente no mercado.

.: Pimenta do reino em pó preta da marca Brusto. Nas análises, o produto apresentou pêlo de roedor e fragmentos de inseto. A Brusto terá que recolher o estoque existente no mercado dos lotes com data de fabricação de julho de 2016.

.: Azeites de oliva das marcas Lisboa, Torre de Quintela, Malangueza e Olivenza. Os azeites de oliva extra virgem comercializados com as marcas Torre de Quintela, Malangueza e Olivenza, produzidos pela Olivenza, tiveram a comercialização proibida por apresentarem índices de refração e iodo acima do recomendado, descaracterizando os produtos como azeites puros. Também a Natural Óleos Vegetais e Alimentos terá de retirar do mercado o estoque do azeite de oliva extra virgem da marca Lisboa (lote 26454-361 válido até 23/05/2019), no qual as análises detectaram irregularidades. O produto apresentou perfil de ácidos graxos, determinação de ácidos graxos monoinsaturados, determinação de ácidos graxos poli-insaturados e pesquisas de matérias estranhas acima das faixas recomendadas.