Cargill lança hambúrguer à base de planta

Fabricante que estreia nesse mercado anunciou outros produtos que imitam carne moída para vender a food service, restaurantes e lanchonetes.


Uma das maiores empresas do mundo, a Cargill anunciou que está entrando no mercado de proteína vegetal, com opções de hambúrgueres e outros produtos que simulam carne moída. A companhia não vai atuar com marca própria. Vai operar em modelo de private label, fornecendo para empresas de food service e outros varejistas do ramo de alimentos, como restaurantes, lanchonetes, mercados, entre outros comércios. As novas opções começam a chegar ao varejo em abril, informou a empresa em comunicado à imprensa.

De acordo com a companhia, os produtos proteicos à base de plantas fabricados pela Cargill, apresentam “o sabor e a consistência que os consumidores desejam”. Elizabeth Gutschenritter, diretora administrativa da equipe de proteínas alternativas da Cargill, declarou: "Produzir produtos à base de plantas em toda a nossa cadeia de suprimentos global é o próximo passo lógico para expandir nossa capacidade de atender às necessidades dos consumidores e agregar novo valor a essa categoria".

Segundo a Cargill, foram investidos US$ 7 bilhões para desenvolvimentos na área de proteína animal nos últimos cinco anos. Paralelamente, foram feitos desembolsos estratégicos no espaço alternativo de proteínas. "Precisamos manter todas as opções de proteínas em cima da mesa", disse Sikes. "Se você está ingerindo proteína alternativa ou animal, a Cargill estará no centro do prato", afirmou no comunicado Brian Sikes , líder dos negócios globais de notas de proteínas e sal da empresa.

PREÇOS TENDEM A CAIR

A companhia não deu detalhes sobre o tipo de proteína vegetal que usará na preparação. Mas em função dos investimentos realizados na Puris, que se tornou um importante fornecedor de proteína de ervilha, o mercado considera provável que seja esse o principal ingrediente do hambúrguer da Cargill e seus derivados.

Pelo tamanho da Cargill, o mercado avalia que os preços de carne à base de plantas tendem a cair, estimulando mais pessoas a consumir. Por enquanto, o custo desses produtos se mantém em patamar acima da carne convencional.