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Sexta-feira, 29 de Maio de 2020

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Redação - 16/04/2020

Idec inclui busca por delivery de orgânicos

Com a covid-19, ferramenta da entidade aproxima produtores e cooperativas com consumidores trancafiados.

Desde 2012, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) tem uma ferramenta de localização de feiras orgânicas pelo Brasil. Chegou a ter um app com esse mapa. Na semana passada, a entidade lançou a plataforma Comida de Verdade, acessada pela web. Ali é possível pesquisar opções de fazer a feira e receber em casa. O serviço visa aproximar produtores e cooperativas com consumidores trancafiados, pelas restrições de mobilidade impostas pelo surto da covid-19 no Brasil.

Reúne iniciativas que comercializam alimentos saudáveis de forma justa e responsável. Ao filtrar por cidade, a pesquisa retorna como uma lista. Clicando sobre a iniciativa, o consumidor obtém e-mail e telefone de contato do comerciante. Pela mesma plataforma, o produtor ou distribuidor pode incluir a iniciativa na lista, que passa por uma análise do órgão. “A ferramenta tem o objetivo de apoiar a economia local e estimular os circuitos curtos de abastecimento, aproximando quem produz de quem consome”, explica o comunicado à imprensa do Idec.

Diversas entidades apoiam a plataforma. O Idec cita entre outras a ABA (Associação Brasileira de Agroecologia), a Aliança Pela Alimentação Adequada e Saudável, ANA (Articulação Nacional de Agroecologia), o Consea-RS (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul), o GIZ Mercados Verdes e Consumo sustentável e o IBO (Instituto Brasil Orgânico).

PESQUISA MOSTRA REFEIÇÕES PREPARADAS EM CASA

De acordo com pesquisa feita pela consultoria especializada em food service Galunion, em parceria com o Instituto Qualibest, 93% dos consumidores ouvidos estão preparando a própria comida. O levantamento ‘Alimentação na pandemia – como a Covid-19 impacta os consumidores e os negócios em alimentação’ foi realizado entre 2 e 6 de abril de 2020. Foram feitas 1.086 entrevistas com homens e mulheres das classes A, B e C. A maioria (96%) mora em cidades que decretaram quarentena.