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Rita Karam - 07/06/2018

Latinex investe para nacionalizar produção de temperos

Em nova fase, empresa curitibana lança linha Masterchef Brasil e faz sua primeira campanha de tevê em julho

Quando a Latinex Internacional entrou no mercado, em 2009, praticamente não existiam misturas de temperos diferentes disponíveis para o consumidor. As receitas incluíam quase sempre a mesma base de especiarias e ervas usadas pelas nossas avós, diz o CEO da Latinex, Eduardo Moraes. Hoje, embora o mercado de temperos no Brasil ainda seja conservador, os pratos já incorporam produtos diferenciados.

Dois fatores se destacam para essa mudança, as pessoas passaram a sair menos para jantar fora e a marcar mais reuniões em casa e, ao mesmo tempo, os programas de gastronomia ganharam espaço na programação da tevê aberta, trazendo uma audiência maior e aumentando o interesse em cozinhar, em novas receitas e, consequentemente, em temperos.

“Foram os fatores macroeconômicos e culturais que propiciaram que essa moda de cozinhar surgisse, a moda gourmet, e os temperos acompanharam”, afirma Moraes, acrescentando que o consumidor tem se exposto mais a coisas diferentes, não só provando outros sabores, mas também utilizando formatos diferentes de embalagem, com moedor e dosadores.

Não há números desse mercado de ‘temperos especiais, gourmet’ no Brasil, diz o empresário. Moraes avalia, entretanto, que o mercado ainda é incipiente e tem muito a ser desenvolvido. “O resto do mundo avançou bastante em sabores, em tipo de produtos, em embalagens, então acreditamos que o Brasil ainda vai crescer 10 vezes nos próximos cinco anos”, diz. Para a Latinex tem crescido cerca 50% ao ano, informa.

EXPOSIÇÃO DE MARCA E PRODUÇÃO
Os bons resultados incentivaram o investimento na área. A empresa firmou acordo com a Endemol Shine Brasil e lançou a marca Masterchef Brasil e, em julho, faz sua primeira campanha em tevê aberta durante o programa. Além disso, investiu cerca de R$ 3 milhões em equipamentos, moldes e embalagens para controlar a cadeia de suprimento das duas marcas, a Smart e a Masterchef. Antes os produtos eram importados, agora são preparados no país com especiarias e ervas importadas, conta.

As misturas são definidas por meio de um trabalho de pesquisa no mercado local e internacional, analisando as tendências e o desejo dos consumidores. A marca Smart, mais antiga, está posicionada no segmento premium, tem embalagem de vidro com tampa em acrílico. A Masterchef Brasil é uma marca intermediária, voltada para a classe média e média alta, tem embalagem feita em PET, com tampas dosadoras do mesmo material.

A variedade é grande. A recém-lançada linha Masterchef, por exemplo, conta com seis tipos de ervas, três especiarias, duas variedades de sal, uma pimenta, quatro molhos e quatro temperos que levam a assinatura do chef Erick Jacquin, um dos jurados da versão brasileira do programa de mesmo nome. Entre os produtos que não eram tão consumidos antes e que apresentam atualmente maior demanda, Moraes cita o sal rosa do Himalaia, temperos para carne e também o maior consumo de pimentas, pimenta do reino e mix de pimentas. “Vemos que muita gente está saindo dos temperos industrializados e começando a utilizar ingredientes que eles misturam, ingredientes secos”, afirma o empresário.

A Latinex mantém 151 produtos em linha. Além de temperos e molhos, a empresa comercializa também snacks e alimentos naturais e funcionais da linha Fit Food. Entre as marcas vendidas pela Latinex estão ainda Frontera, Taste&Co e Tyrrells.

*Correção: A Latinex informa que a campanha em tevê prevista para junho foi adiada para julho. Em função dessa decisão, o texto da reportagem foi atualizado

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